domingo, 23 de novembro de 2014

CONCURSO TJ-BAHIA !

OS ALUNOS QUE IRÃO PARTICIPAR DO CERTAME TJ-BA, DEVERÃO OPTAR COMO LOCAL DE PROVA JUAZEIRO DA BAHIA.

MP recomenda retificação de edital do concurso realizado pela SEPLAG e SSP/SE 20/11/2014 !


MP recomenda retificação de edital do concurso realizado pela SEPLAG e SSP/SE
20/11/2014

O Ministério Público de Sergipe recomendou à Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão – SEPLAG e à Secretaria de Segurança Pública de Sergipe – SSP/SE que publiquem um edital de retificação, esclarecendo alguns critérios de aprovação dos candidatos inscritos, na condição de pessoas com deficiência, na avaliação do Edital 02, de 25 de setembro de 2014, para os cargos de escrivão e agente de polícia judiciária substitutos.

De acordo com a Promotora de Justiça da Promotoria Especializada na Defesa da Pessoa com Deficiência, Dra. Cecília Nogueira Guimarães Barreto, a cláusula 6.11. em que se lê “o candidato cuja deficiência seja considerada incompatível com o exercício das atribuições do cargo será eliminado do concurso” deve ser esclarecida, já que atividades burocráticas e administrativas podem ser desempenhadas por ambos os cargos que se abre provimento.

Segundo a Associação dos Deficientes Motores de Sergipe, “apesar de o Edital reservar 20% das vagas para pessoas com deficiência, na prática, frusta a consolidação desse direito, uma vez que está explícito nas disposições que não haverá adaptação do exame de aptidão física, do exame médico, da avaliação psicológica ou do Curso de Formação Profissional às condições do candidato com deficiência”.


Géssica Souza
Coordenadoria de Comunicação – MP/SE

sábado, 22 de novembro de 2014

AVISO IMPORTANTE !


 HOJE HAVERÁ AULA NORMAL !

Última homenagem a Thomaz Bastos reúne opositores ideológicos

No último adeus ao ex-ministro da Justiça, advogado criminalista e presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, a impressão é que todos os presentes sentiam, naquele momento, a perda de um líder.
No velório de Márcio Thomaz Bastos, nesta quinta-feira (20/11) na Assembleia Legislativa de São Paulo, rivais históricos, como a presidente Dilma Rousseff (PT), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) e Paulo Maluf (PP) foram prestar homenagem ao homem que, ao mesmo tempo, os orientava, aconselhava e, por vezes, defendia.
Maluf resumiu: “Você conversava com ele e não sabia se ele era de esquerda, de direita, de centro. E não conseguiria discordar dele, porque ele sempre tinha um argumento pautado na Constituição ou na jurisprudência”. Ele defendia da extrema esquerda à extrema direita, pautado pelo direito de defesa, pontua o advogado e ex-conselheiro do Conselho Nacional de Justiça, Marcelo Nobre. A figura do advogado em Márcio Thomaz Bastos é tão forte que, estendido no caixão, vestia a beca.
José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça, falou em nome de Dilma, ao afirmar que Thomaz Bastos lutou pela democracia. “Hoje, o Brasil perde uma grande referência na área jurídica. Nós perdemos um grande amigo, uma pessoa que, sem sombra de dúvida, será insubstituível para nós de uma geração que convivemos com ele, tivemos amizade e aprendemos demais”, disse o ministro.
Lula, ao chegar ao evento, minutos depois de Dilma ter deixado o local, cumprimentou os familiares de Thomaz Bastos que estavam próximos ao caixão, como sua viúva, Maria Leonor, sua filha, Marcela, e seu sobrinho, José Diogo. Em discurso durante a missa em homenagem ao advogado, o ex-presidente ressaltou o caráter atuante do homem que ele nomeou ministro da Justiça e contou uma história pessoal: quando Márcio Thomaz Bastos deixou o ministério da Justiça, disse que queria trabalhar menos. O petista teria respondido: “você vai trabalhar cada vez mais”. Todos os presentes, disse Lula, deviam a ele alguma coisa na vida.
“Foi um ministro que honrou as boas tradições do ministério da Justiça. Para a advocacia era um exemplo de lealdade, de talento, de olho clínico, era um estrategista fantástico”, disse o senador tucano Aloysio Nunes.
A ideia de ser um líder para pessoas com ideias completamente diferentes se aplicava no campo da política, mas, principalmente, no do Direito. A capacidade de traçar estratégias a serviço da melhoria da Justiça fez também com que pessoas que normalmente se enfrentam nos tribunais, se abraçassem para partilhar o sofrimento de perder uma referência.
Delegados da Polícia Federal, como Edson Garutti e Milton Fornazari Junior, partilhavam a perda com criminalistas conhecidos por buscar desmontar as operações policiais que eles organizam. Os primeiros, prestando homenagens ao homem que fez da Polícia Federal a instituição forte e autônoma que é hoje. Os advogados pelo líder de classe, que criou o Instituto de Defesa do Direito de Defesa e tirou incontáveis réus dos bancos.
O poder de Márcio Thomaz Bastos se disfarçava em sua figura franzina e sua fala calma. Entretanto, sua capacidade de traçar estratégias praticamente tornava seus conselhos palavras de ordem. Criminalistas de diferentes gerações que foram à Assembleia Legislativa de São Paulo na tarde desta quinta, para a despedida final, eram unânimes em dizer que, agora, tudo vai ficar mais difícil.
Escola própria
Todos tratavam Márcio Thomaz Bastos como um pai, muitos por terem sido "crias" de seu escritório, como Alberto Zacharias Toron; Pierpaolo Cruz Bottinni; Flávia Rahal; Luiz Fernando Pacheco; e Maíra Salomi. Mas não veio apenas desse grupo a deferência de tê-lo como mestre. A observação é do criminalista Roberto Podval, que exaltou o fato de Thomaz Bastos estar sempre disponível para lhe dar conselhos “mesmo eu não tendo sido da equipe dele”.

Essa fórmula para fazer com que seus pupilos crescessem e ganhassem importância no mercado é explicada pelo criminalista carioca Luís Guilherme Vieira, colega de Thomaz Bastos há mais de 30 anos. “Ele tinha a característica de ouvir os mais novos, que haviam acabado de chegar ao escritório, com o mesmo respeito que ouvia advogados velhos de carreira, sabia delegar como poucos e cobrar.”
Com essa estratégia de tirar o melhor de seus advogados, o ex-ministro fez o que seria a “escola Márcio Thomaz Bastos de advocacia criminal”, que pode ser exemplificada na Ação Penal 470, o processo do mensalão. O ex-presidente do PT José Genoíno foi defendido por Luiz Fernando Pacheco, que foi estagiário de Thomaz Bastos; o deputado João Paulo Cunha foi defendido por Toron, que também começou a carreira no escritório de Thomaz Bastos; o ex-deputado Professor Luizinho foi defendido por Pierpaolo Bottini, que foi secretário da Reforma do Judiciário na gestão de Thomaz Bastos no Ministério da Justiça.
Relação com a classe
O momento solene serviu para que advogados lembrassem de histórias suas com o ex-ministro. O presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Marcus Vinícius Furtado Coêlho, lembra do último telefonema que recebeu de Thomaz Bastos, há cerca de 15 dias. Chamando o ex-ministro de “cidadão Estado de Direito”, Marcus Vinícius diz que ele costumava ligar com frequência para falar sobre a classe e sobre a atuação da entidade.

“Essa última ligação foi para falar sobre a forma como a advocacia por vezes é maltratada pelos que opinam sobre ela. Confundem o advogado com o réu, apontam que o advogado é o cidadão que atrapalha o processo e não o percebem como alguém essencial ao direito de defesa e ao esclarecimento da verdade”. Segundo Marcus Vinícius, Thomaz Bastos se queixava disso, não em nome dele, mas porque tinha a preocupação com a classe. “A ligação foi simbólica para mostrar que a Ordem deve, cada vez mais, se situar como entidade do direito de defesa”, afirma.
O advogado Marcelo Nobre lembra que em seu início de carreira, teve que enfrentar Márcio Thomaz Bastos no tribunal, no caso de um rapaz que foi acusado de cometer fraudes contra bancos. Thomaz Bastos defendia os bancos. O fim da história, ele não esconde: “Não levei a surra que eu deveria levar por ser quem era, e, a partir daquele caso, comecei a aparecer um pouco mais”. Era o efeito de aparecer perto do mestre.
Entre as personalidades presentes no velório estavam Jorge Hage (ministro-chefe da CGU); Aloizio Mercadante (ministro da Casa Civil); Luís Inácio Adams (Advogado-Geral da União); Fernando Pimentel (governador eleito de Minas Gerais pelo PT); Rui Falcão (presidente nacional do PT); Alexandre Padilha (ex-ministro da Saúde); Marcos da Costa (presidente da OAB-SP); José Horácio Halfeld Ribeiro (presidente do Instituto dos Advogados de São Paulo); Anis Kfouri (advogado); Sergei Cobra Arbex (advogado); Naji Nahas (investidor); Marlan Marinho (advogado); Eloisa Arruda (secretária da Justiça de São Paulo).

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Quase 500 mil universitários realizam o Enade neste domingo

Folhapress

O MEC (Ministério da Educação) realiza neste domingo (23) o Enade 2014 (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes. O exame será aplicada para 483,5 mil concluintes, matriculados em 1,48 mil instituições de educação superior.
Os convocados que não realizarem o exame podem ser impedidos de colar grau e de receber o diploma.
As provas, que terão quatro horas de duração, começam às 13h (horário de Brasília). Os portões serão abertos às 12h. Os participantes poderão deixar a sala com o caderno de questões a partir das 16h (de Brasília).
O estudante que deixar o local de provas antes de uma hora do início da aplicação estará impedido de assinar a lista de presença e será considerado ausente.
Quem estiver cadastrado para realizar o exame também deve responder um questionário disponível no site do Enade na internet. O preenchimento é obrigatório.
A divulgação do boletim de desempenho dos participantes do exame está prevista para o segundo semestre do próximo ano.

Além da vergonha, quanto custa um cigarro de maconha?

Aceitei calmamente ser revistada e o único pedido é que isto fosse feito por uma policial militar. Não gostaria que um soldado me apalpasse e nem que tocasse meu corpo. Tinha certeza que o cigarro de maconha seria encontrado naquela revista, mas pelo menos não seria tocada por mãos que não queria.
Era carnaval de 2014 em Salvador. O destino era o circuito Barra-Ondina e a galera havia marcado para se encontrar perto das “gordinhas”, no início da Avenida Ademar de Barros, e daí seguiríamos no sentido Farol da Barra, fazendo o contra fluxo para aproveitar um pouco de cada Trio Elétrico. Hoje era dia de “pipoca”. Nada de corda de blocos. Era dia de dançar e beijar muito.
Tinha saído do interior para Salvador de buzú com a galera para curtir o carnaval de Salvador. Como é bom ter mais de 18 anos e viajar sozinha. Ficamos todos os hospedados no apartamento de um brother que estava sozinho em casa, pois os pais não gostavam da fuzarca do carnaval e tinham viajado para a casa de praia no litoral norte. Massa! Um apê liberado, cerveja na geladeira, comida congelada no freezer, ninguém para controlar a hora de chegar ou sair. O paraíso é aqui e agora.
Há meses não “ficava” com ninguém, mas no carnaval isso é impossível não acontecer. Ao entardecer, um amigo do brother do apê “chegou junto” e rolaram uns bons amassos e beijos molhados na varanda. Faz parte do carnaval. Ao sair para a festa, percebi que aquele papel que ele tinha deixado no bolso do meu short era um cigarro de maconha. Massa. Não estava contando com essa possibilidade, mas já que caiu em meu bolso, seria devidamente aproveitado. Primeiro o carnaval, muitas latinhas de cerveja, depois um baseado, a larica, um sanduíche do tamanho do mundo e o sono perfeito.
Não havia razão alguma para aquela revista. Não me envolvi em confusão e andávamos normalmente pela rua quando a guarnição da PM resolveu revistar a galera. Não tinha como evitar. Correr seria pior. Quando a policial militar passou a mão no bolso do short percebeu logo, pelo formato, que se tratava de um cigarro de maconha. Seus olhos brilharam como se tivesse encontrado um troféu. Para livrar a barra de todos, o melhor era confessar que era para consumo pessoal e que os demais nem sabiam da existência daquele cigarro.
Fui convidada para ir ao posto policial mais próximo, não fui algemada e apenas a policial feminina pôs a mão em meu ombro. Ao meu lado, um policial militar franzino e de óculos me dava conselhos durante o trajeto até o posto policial: - maconha é perigosa e vai te causar mal, maconha é a porta de entrada para outras drogas, maconha vai causar estragos irreversíveis em teu cérebro e pode até te enlouquecer, o consumo alimenta o tráfico e causa a morte de outros jovens. Ouvi tudo calada, mas esta última observação quase me tirou do sério. Ora, o cara estava querendo me culpar pelas mortes causadas pelo tráfico! Quem está apertando o gatilho e sob ordens de quem?
No posto policial, fui mais uma vez aconselhada sobre o perigo da maconha pela pessoa que me tomou o depoimento e, meio a contra gosto, terminei assinando um documento me comprometendo a comparecer perante um juiz de direito quando fosse intimada. Que chatice. Tudo isso por conta de um cigarro de maconha! Se soubesse, não teria dado bola para o carinha e, sem os amassos na escada, não teria rolado o baseado.
Estamos em novembro e só agora recebi a intimação para comparecer perante o juiz de direito e ouvir uma proposta de transação penal pela promotora de justiça. Soube na audiência que se tratava de uma carta precatória que teria sido enviada pelo Juizado Especial Criminal de Salvador para o fórum local. Indaguei mais sobre o caso e o juiz me disse, com dificuldades para me explicar a burocracia da justiça, que a apreensão do cigarro de maconha tinha gerado um Termo de Ocorrência e encaminhado para o Juizado Especial Criminal. Daí, o processo teria sido encaminhado para um promotor de justiça e este teria requerido ao juiz de Salvador que fosse enviada uma carta precatória para que fosse proposta uma transação penal pela promotora da cidade. Além disso, meu indefeso cigarro de maconha, pesando 1 grama, ainda foi encaminhado à polícia técnica para constatar que se tratava mesmo de maconha, ou seja, cannabis sativa. Pobrezinho...
A promotora de justiça me ofereceu as opções de prestação de serviço à comunidade ou converter em pagamento de multa. Evidente que não iria me submeter ao vexame de prestar serviço à comunidade por ter sido flagrada com um cigarro de maconha. Apresentei algumas desculpas para não prestar serviço à comunidade e a Promotora ofereceu a proposta de converter no pagamento de 200 reais em duas parcelas, que seriam destinadas a entidades filantrópicas da cidade. Melhor assim. Vou retirar de minha mesada e pagar duas parcelas de 100 reais. Caso não aceitasse, pelo que entendi, seria condenada por portar maconha para consumo pessoal, mas não iria para a cadeia. As penas seriam de advertência sobre os efeitos das drogas ou comparecimento a programa ou curso educativo.[2] Que coisa mais absurda e fora de moda!
No mesmo dia, ao fundo do salão em que se realizavam as audiências, havia dois rapazes algemados à espera de serem interrogados. Eram negros, tinham a cabeça raspada e usavam um uniforme azul, calças folgadas com elástico e uma camisa tipo bata. Não sei que crime cometeram e o que iria acontecer com eles, mas sei que minha cabeça saiu muito embaralhada e intrigada daquele lugar: por que preciso pagar 200 reais por ter comigo, para meu consumo, um baseado de maconha? Por que esses jovens estão presos e algemados? Por que não vivemos todos com paz e dignidade? Por que tanta violência e criminalidade?
Vou precisar fazer alguma economia para pagar a multa, mas imagino que a justiça gastou muito mais do que isso para resolver este caso. Além da polícia que me revistou e me conduziu para o posto policial, teve o pessoal que me tomou o depoimento e, pelo que entendi, o caso virou um processo na justiça e movimentou uma máquina enorme: funcionários, sistema de informática, papéis, perito, laboratório, promotor de justiça, juiz de direito, correio, mais funcionários, outro promotor, outro juiz de direito, o oficial de justiça que foi me intimar, esta audiência... Será por quanto ficou o preço final desse processo? Além da minha vergonha, quanto custa um cigarro de maconha para a justiça?
O Juiz me disse, na despedida, visivelmente constrangido em cumprir aquela tal de carta precatória, que tivesse cuidado ao usar maconha ou sair com cigarro no bolso. Não me recriminou e seu olhar era mais de cuidado e proteção. De minha parte, por mais que tivesse sido constrangedor tudo aquilo, continuo entendendo que não cometi crime algum, que não sou uma “pobre viciada” e apenas gosto de fumar maconha na companhia dos amigos em situações muito especiais e, finalmente, que não sou culpada pelas prisões e mortes causadas pela proibição e pela guerra às drogas.
* Juiz de Direito (Ba), membro da Associação Juízes para a Democracia (AJD), membro da Comissão de Direitos Humanos da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e Porta-Voz no Brasil do movimento Law Enforcement Against Prohibition (Leap-Brasil)

[1] É real o fato da apreensão, da Carta Precatória e da realização da audiência. O resto é ficção.
[2] Lei 11.343/06
Art. 28. Quem adquirir, guardar, tiver em depósito, transportar ou trouxer consigo, para consumo pessoal, drogas sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar será submetido às seguintes penas:
I - advertência sobre os efeitos das drogas;
II - prestação de serviços à comunidade;
III - medida educativa de comparecimento a programa ou curso educativo.

Gilmar Mendes diz: Mensalão é 'pequenas causas' frente à Lava Jato

Gilmar Mendes diz Mensalo pequenas causas frente Lava Jato

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), comparou nesta quinta-feira, 2 as investigações na Operação Lava Jato ao processo do mensalão. Citando os valores envolvidos nos dois casos, o ministro afirmou que "agora, a ação penal 470 (mensalão) teria de ser julgada em juizado de pequenas causas, pelo volume que está sendo revelado" na Operação Lava Jato, que está revelando um esquema de corrupção na Petrobras.
"Nós falávamos que estávamos a julgar o maior caso, pelo menos de corrupção investigado, identificado. Mas nós falávamos de R$ 170 milhões", disse Gilmar, sobre o mensalão. Ao falar da Lava Jato, o ministro alertou que é um caso de proporções bem maiores. "Estamos a ver que esse dinheiro está sendo patrimonializado. Quando vemos uma figura secundária que se propõe a devolver US$ 100 milhões, já estamos em um outro universo, em outra galáxia", disse, em referência às notícias de que o ex-gerente-executivo da diretoria de Serviços da Petrobras, Pedro Barusco, fechou acordo de delação premiada em que se compromete a devolver o valor e contar o que sabe sobre o esquema de corrupção e propina na estatal.
O ministro avaliou como "lamentável" que o esquema revelado pela Lava Jato já estivesse em operação durante o julgamento do mensalão. "Nem o julgamento do mensalão e nem as penas que foram aplicadas tiveram qualquer efeito inibitório. Mostra que é uma práxis que compõe a forma de atuar, de gerir, administrar."
Tempo
Questionado se o processo que derivar da Operação Lava Jato pode se estender por anos no Supremo, como foi o caso do mensalão, Gilmar Mendes disse que hoje há "uma tecnologia processual mais moderna, com o trabalho das turmas". Desde junho, as ações penais são remetidas às turmas do STF e não ao plenário, como forma de agilizar o julgamento. "Mas certamente pode ser um caso trabalhoso. E também já se faz previamente a divisão dos processos. Haverá distribuição, definição de competência", disse Gilmar Mendes.

AULÃO ADIADO !

POR MOTIVO DE VIAGEM DO PROF. FÁBIO MADRUGA SERÁ ADIADO O AULÃO QUE SERIA NO CORRENTE DOMINGO DIA 23 / 11 / 2014 !

Juiz de Rondônia manda realizar intimação judicial via WhatsApp

Utilizado por mais de 38 milhões de brasileiros, o WhatsApp anunciou, recentemente, uma nova funcionalidade: o aviso de leitura de mensagens (simbolizado por dois tiques azuis). A mudança gerou angústia em muitos usuários, que ficaram preocupados em como iriam justificar uma demora na resposta de suas mensagens.
Com a medida, o aplicativo diferencia-se ainda mais de seus antecedentes, como o SMS, em instantaneidade: já era possível ver quem está online, o último horário de acesso, criar grupos e encaminhar mensagens, sons, imagens e vídeos. A popularidade da plataforma tem justificado sua utilização para diferentes finalidades, das mais “sérias” às mais informais. São comunicações de pessoa a pessoa, pequenos grupos de família, de amigos ou de equipes de trabalho em empresas, grandes grupos de faculdades e de mobilização por causas.
Um juiz de Presidente Médici (RO) parece ter dado mais uma utilidade para o aplicativo. Ele determinou que uma intimação judicial (espécie de comunicação oficial de ato do processo) fosse realizada pelo meio “menos oneroso e rápido (telefone, email, whatsapp…)”, conforme noticiou o portal de notícias Migalhas. A intimação era para que a autora da ação enviasse sua conta corrente para receber dinheiro.
Mas isso não é bom? Não seria muito mais rápido usar o WhatsApp da autora para se comunicar com ela? Para muitos, a formalidade do Judiciário parece apenas uma burocracia desnecessária. A discussão sobre a morosidade da Justiça, quando feita sem aprofundamento, pode contribuir para isso. É tudo culpa da “papelada”, que demora tanto a sair.
É preciso lembrar, entretanto, que algumas dessas formalidades não existem à toa: elas visam assegurar importantes direitos. Por exemplo, garantem que os atos processuais sejam efetivamente comunicados às partes, que então poderão se defender de acordo. Imagine se uma ação contra você pudesse correr sem que se tivesse certeza de que você sabe dela. A não comunicação de um ato processual pode prejudicar o direito de defesa.
Mas a formalidade não parou no tempo. A Lei n. 11.419/2006 estabelece regras para o uso de meios eletrônicos na tramitação de processos judiciais. Para tanto, foram criados mecanismos de credenciamento e verificação da identidade do advogado, que deve apresentar documentos para a obtenção de uma “assinatura eletrônica”. No caso de comunicação eletrônica dos atos processuais, como é o caso da intimação, a lei prevê que ela deva acontecer em portal próprio, sendo admissível recorrer a outros meios apenas em casos excepcionais.
As regras previstas na legislação dinamizam o sistema, mas mantêm a preocupação com a confiabilidade. Quem nunca recebeu um email falso que se dizia vindo da Justiça, da Polícia ou do Ministério Público? A mensagem sempre parece séria e termina com um “clique aqui”. Basta clicar para o seu antivírus surtar ou, se você não tem antivírus, para que você mesmo surte. São emails com mecanismos maliciosos tentando roubar senhas e informações pessoais. A implementação de filtros de spam nos serviços de email diminuiu a frequência com que nos deparamos com esses emails, mas a prática ainda é comum. Se o Judiciário começar a usar o email para se comunicar com as partes, como distinguir os emails oficiais dos maliciosos? Como saber se o email não foi direto para a lixeira do usuário? Será que um mero “aviso de leitura” seria suficiente?
Um outro ponto é que as plataformas de comunicação como email e WhatsApp são mantidas por empresas privadas, e regidas por termos de uso definidos unilateralmente (e que quase ninguém lê). Utilizar meios como esse para a comunicação de informações judiciais pode expor a privacidade do cidadão. As informações e atos do processo vão se somar às milhares de informações que essas empresas já têm. E se elas começarem a ser usadas para fins publicitários? Não seria interessante oferecer uma linha de crédito a uma pessoa que está respondendo a um processo de cobrança? E se ocorrem falhas de segurança no software e vazam informações que corriam em segredo de justiça? Quem pode ser responsabilizado pelos danos causados em casos como esse, o Judiciário ou a plataforma?
O devido processo legal é uma garantia essencial das democracias e, muitas vezes, a formalidade dos atos judiciais é condição para sua existência. Nada contra a celeridade processual, pelo contrário; ela apenas não pode vir a qualquer custo.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

TURMA DE QUINTA 20-11-2014,AULA COM O MONITOR JORGE MANO!!!




Inmetro abre concurso para Técnico e Pesquisador Tecnologista

Inmetro abre concurso para Técnico e Pesquisador Tecnologista
Com organização do Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural e Assistencial Nacional foi publicado nesta sexta-feira, 14 de novembro de 2014, o edital de abertura do concurso público 001/2014 do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), voltado ao provimento de 20 vagas de níveis médio e superior.
As oportunidades são para os cargos de Técnico em Metrologia e Qualidade (9) nas áreas Elétrica, Eletrônica, Mecânica, Metrologia e de Segurança do Trabalho; e de Pesquisador Tecnologista em Metrologia e Qualidade (11) nas áreas Acreditação, Engenharias Elétrica, Eletrônica, Mecânica e Química e de Regulamentação Técnica e Avaliação da Conformidade
Todos os profissionais atuarão em jornadas de 40h semanais e serão admitidos na classe C, Padrão I, junto às Unidades dos Estados do Rio de Janeiro, Goiás e Rio Grande do Sul, sendo que há reserva de oportunidades para candidatos com necessidades especiais e negros.
Os salários podem variar de R$ 2.967,64 a R$ 4.845,96 para Técnico, considerando que pode haver ou não gratificação por qualificação; e de R$ 7.200,99 a R$ 8.886,35 para Pesquisador Tecnologista, conforme a titulação apresentada ou mesmo a ausência dela.
Para concorrer deve-se atender aos requisitos do cargo pretendido e realizar inscrição das 14h do dia 19 de novembro de 2014 às 23h59 de 22 de dezembro de 2014 pelo endereço eletrônico www.idecan.org.br, com taxas de R$ 65,00 e R$ 130,00.
Composto por duas etapas avaliativas, o certame constará de prova objetiva de conhecimentos básicos e específicos para todos, de prova discursiva de conhecimentos específicos para nível superior, eliminatórias e classificatórias; bem como de análise de títulos e experiência profissional classificatória, apenas para Pesquisador.
Na etapa seguinte haverá curso de formação eliminatório e classificatório, com duração de até 120h presenciais, no Estado do Rio de Janeiro.
As provas objetivas ocorrerão em 1º de fevereiro de 2015, nos turnos da manhã (médio) e tarde (superior) nas localidades e horários indicados no certame.
Com validade de um ano e seis meses, prorrogável, o edital pode ser conferido em nosso site, logo abaixo.

Cismep: edital sai no início de 2015

Consórcio Intermunicipal de Saúde
A publicação do edital do concurso do Consórcio de Saúde do Médio Paraopeba (Cismep), em Minas Gerais, está prevista para ocorrer já no início de 2015, segundo informações obtidas junto a responsáveis pelo setor de recursos humanos da autarquia. A oferta de vagas ainda será divulgada, mas os cargos já estão definidos, com oportunidades para quem possui ensino médio e nível superior. As remunerações iniciais variam de R$ 1.086,50 a R$ 3.392.
 A organizadora já está definida e será a CKM Serviços Ltda.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

PROF.FÁBIO MADRUGA COM SEU ALUNO JOSEMAR FERREIRA ALVES ( APROVADO NA PM - PE ) !


TURMA DE QUARTA 19-11-2014, AULA COM O PROFESSOR FABIO MADRUGA!!!




Ministério Público da União retifica Concurso Público com 69 vagas para Procuradores da República

Ministério Público da União retifica Concurso Público com 69 vagas para Procuradores da República
O Ministério Público da União, retificou, o 28º Concurso Público, regido pelo edital nº 27/2014, destinado à contratação de 69 Procuradores da República, no item referente aos municípios que receberão as inscrições além de Caruaru em Pernambuco, consta agora Serra Talhada.
O concurso visa o preenchimento de vagas que estão distribuídas nos municípios discriminados a seguir, conforme os respectivos Estados:
  • Alagoas: Maceió (1), Arapiraca/Santana do Ipanema (1);
  • Amapá: Laranjal do Jari (1), Oiapoque (1);
  • Amazonas: Manaus (3);
  • Bahia: Bom Jesus da Lapa (1), Jequié (1), Paulo Afonso (1);
  • Ceará: Fortaleza (1), Crateús/ Tauá (1), Maracanaú (1);
  • Distrito Federal: Brasília (2);
  • Goiás: Goiânia (1), Anápolis/Uruaçu (1), Itumbiara (1);
  • Maranhão: São Luís (1), Imperatriz (1);
  • Mato Grosso: Juína (1);
  • Mato Grosso do Sul: Campo Grande (1);
  • Minas Gerais: Ituiutaba (1), Janaúba (1), Manhuaçu/Muriaé (1), Poços de Caldas (1), Teófilo Otoni (1);
  • Pará: Belém (1), Itaituba (1), Marabá (1),Tucuruí (1);
  • Paraíba: João Pessoa (2) Guarabira (1);
  • Paraná: Curitiba (1), Campo Mourão (1), Cascavel (1), Ponta Grossa (1);
  • Pernambuco: Cabo de Santo Agostinho (1), Goiana (1),Salgueiro/Ouricuri(1);
  • Piauí: Teresina (1), Corrente (1), São Raimundo Nonato (1);
  • Rio de Janeiro: Rio de Janeiro (2), Macaé (1), Volta Redonda (1);
  • Rio Grande do Norte: Natal (1), Ceará-Mirim (1);
  • Rio Grande do Sul: Porto Alegre (2), Novo Hamburgo (1), Palmeiras das Missões (1);
  • Rondônia: Porto Velho (1),Vilhena (1);
  • Roraima: Boa Vista (1);
  • Santa Catarina: Chapecó (1), Itajaí (1);
  • São Paulo: Andradina (1), Bauru (1), Campinas (1), Catanduva (1), Lins (1), Osasco (1), Registro (1);
  • Sergipe: Propriá (1), Lagarto (1);
  • Tocantins: Gurupi (1).
As inscrições serão realizadas de 17 de novembro de 2014 a 16 de dezembro de 2014, mediante o preenchimento de formulário pelo site www.pgr.mpf.mp.br., recolhimento da taxa de R$ 210,00 e comparecimento a uma das Procuradorias da República mencionadas no edital para finalização do processo de inscrição
Todos os inscritos serão avaliados por meio de Provas Preliminar, Subjetiva, Definitiva e Oral, elaboradas com base no programa disponível no documento de abertura.
Os detalhes do certame podem ser obtidos em nosso site, no link abaixo da notícia.