domingo, 25 de junho de 2017

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A notícia não é nova, mas ganhou pouco destaque na imprensa LGBT nacional. A Suprema Corte do Canadá decidiu que o discurso bíblico que se opõe à homossexualidade, inclusive escrito é crime de ódio e ninguém pode alegar liberdade de expressão ou religiosa para discriminar. Para ler a integra da decisão clique aqui. Se formos comparar ao Brasil o Canadá está anos luz a nossa frente, por aqui quase tudo tem sido barrado no Poderes Legislativo E Executivo graças a interferência religiosa e abertura de políticos em troca de apoio garantido. Exemplos não faltam, a lentidão em que o PLC122 caminha, o veto ao kit anti-homofobia, o veto de campanhas contra a AIDS, o que denuncia a falta de responsabilidade e compromisso do atual Governo Federal e o caso mais recente,que aconteceu na semana Passada, o Governador Agnelo Queirós (PT-DF) revogou a regulamentação da lei anti-homofobia para agradar religiosos.
A pergunta que faço a esses políticos é alguém poderia torturar pessoas alegando liberdade religiosa? Poderiam matar, executar, demitir ou deixar de contratar com tal alegação? Alguém pode usar os textos bíblicos para discriminar negros? Então, por que dizer que a homossexualidade seria abominação é permitido e aceitável? Não faz o menor sentido e é falta de honestidade intelectual dizer que seria contra a prática e não contra a pessoa homossexual, pois, o rapaz menor de idade e afeminado, que nunca praticou atos sexuais, não deixa de ser discriminado nas ruas ou na sua escola baseado nessa alegação, sem contar os héteros que foram agredidos, simplesmente por serem confundidos como sendo gays. Eles não praticam atos sexuais tidos como abomináveis, mas foram discriminados, essa justificativa, portanto, cai por terra.
Algo evidente entre os teocratas brasileiros é que são contrários a qualquer lei que garanta o direito à vida, à existência e a Direitos fundamentais à pessoas LGBTs, porque é exatamente isso que se busca, no Rio a emenda à Constituição Estadual previa somente isso, que homossexuais seriam respeitados como os héteros são, e uma deputada fez discurso inflamado e com forte apelo emocional  contra gays e o resultado a gente já conhece.
Alguém ser contra a homossexualidade é um direito, querer impor esse pensamento é fascismo e Governos que colaboram com a propagação dessas práticas são antidemocráticos e contra Direitos Humanos.





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